Em 2006, Paula Rego escolheu Cascais para a construção da "sua" Casa das Histórias, um museu com projecto do arquitecto Eduardo Souto de Moura, que irá exibir um conjunto significativo da sua obra gráfica e algumas obras do marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988.
A Casa das Histórias Paula Rego, que a artista almeja que venha a ser um espaço “divertido, despretensioso, vivo, cheio de alegria e de muitas maldades”, apresenta como missão o conhecimento e a fruição da obra de Paula Rego e das suas ligações artísticas. Procurando prestar um serviço cultural de excelência, através da exposição rotativa da colecção, de um serviço educativo activo e dinâmico e de uma programação paralela diversificada, este novo equipamento cultural pretende reforçar não apenas o tecido museológico português da arte contemporânea, mas também, e sobretudo, inscrever-se no circuito internacional da arte e dos seus públicos.
O equipamento tem uma implantação cuidada, conseguindo através de uma fragmentação volumétrica – tanto na forma, como em altura – manter as árvores de maior relevância da Parada. Em termos programáticos possui cerca de 750m2 de áreas de exposição permanente e temporária, cafetaria, loja, livraria e um auditório com capacidade para 200 lugares.
Para além de um programa regular de actividades no auditório, o espaço conta com iniciativas dinamizadas pelo serviço educativo, visitas guiadas e também audioguias.
Casa das Histórias Paula Rego
Horário de Verão: 10h00 às 19h00 (1 de Abril a 31 de Outubro)
Horário de Inverno: 10h00 às 18h00 (1 de Novembro a 31 de Março)
Entrada gratuita
Av. da República, 300
2750-475 Cascais
Tel: +351214826970
www.casadashistoriaspaularego.com
info@casadashistorias.com
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Paula Rego nasceu em Portugal, em 1935. Entre 1952 e 1956 viveu em Londres, onde estudou na Slade School of Fine Art e conheceu o pintor inglês Victor Willing, com quem viria a casar-se. Entre 1957 e 1963 viveu com o marido em Portugal, passando a deslocar-se regularmente a Londres até 1976, ano em que se fixou definitivamente na capital britânica, cidade onde reside até hoje.
Numa primeira fase, o seu trabalho caracterizou-se pela pintura semi-abstracta, com recurso frequente à colagem de elementos das suas próprias obras, muitas vezes associada a temas que remetem para o mundo da infância e dos contos populares. Daí que as suas influências incluam nomes tão diversos quanto Picasso, Dubuffet, Walt Disney, Gilray e revistas de ilustração do início do século XX.
Em finais dos anos 70 passou a desenhar directamente em acrílico ou em papel, continuando a produzir imagens figurativas com uma forte componente narrativa. A personificação de animais acentua o carácter satírico de algumas das suas obras, que, nesta época, são também marcadas pela liberdade na aplicação da cor.
Em meados dos anos 80, a pintora adoptou uma linguagem mais próxima do naturalismo, representando alguns dramas humanos, sobretudo ligados ao universo feminino, de uma forma forte e profundamente marcante.
Paula Rego é indiscutivelmente uma das mais prestigiadas artistas plásticas do nosso país, encontrando-se representada em inúmeras galerias e museus de todo o mundo. As suas obras têm vindo a valorizar-se sucessivamente no mercado da arte contemporânea.