Cascais assinala no próximo dia 1, a partir das 15H00, a passagem de 100 anos sobre a morte do Rei D. Carlos, com a inauguração de uma estátua da autoria do escultor Luís Valadares. Nesta ocasião será também lançada uma brochura alusiva à vida de
D. Carlos de Bragança.
Figura incontornavelmente ligada ao concelho, D. Carlos de Bragança explorou ao longo da vida diversas facetas reveladoras de grande talento individual, quer para o desporto, em especial para a vela, pesca, remo, natação, equitação, tiro, caça, ténis ou futebol; quer para as artes, com grande enfoque na pintura, obra que lhe mereceu o título de “expoente do naturalismo português”, pela Sociedade Nacional de Belas Artes; quer para a ciência, sendo responsável pela promoção de 12 campanhas oceanográficas entre 1896-1907, montando em Cascais o primeiro laboratório de biologia marítima do país.
Em Cascais, onde a família real fixou residência oficial na Cidadela nos períodos de veraneio a partir de 1870, encontrou o cenário ideal para apurar esses interesses artísticos e curiosidade científica insaciável. D. Carlos cataliza o desenvolvimento da pequena vila piscatória, projectando-a como destino turístico da moda.
Em reconhecimento pelo valor da sua presença, Cascais presta homenagem a D. Carlos com a inauguração de uma peça escultórica em bronze de grande valor artístico da autoria do mestre Luís Valadares que irá ser colocada à entrada do passeio D. Maria Pia, junto à Cidadela. Neste mesmo dia, será também apresentada uma brochura que retrata os principais momentos da vida de D. Carlos no concelho.
Ficha técnica da estátua de D. Carlos:
Autor/Escultor: Luís Valadares
Descrição do monumento: O Rei é representado a bordo do (último) iate “Amélia” em pé, junto à amurada, olhando a baía, com uns binóculos na mão. Encontra-se rigorosamente vestido à época, em uniforme de trabalho, da Marinha.
Base do conjunto: O conjunto assenta numa base de forma circular em pedra “azulino de Cascais”, bujardada de modo a simbolizar o mar.
Materiais: A figura do Rei é em bronze, fundido pelo método de “cera perdida”. A secção do “Iate” é constituída por aço, ferro, latão e madeira.