Imagem 3D do projecto do Museu da Vinha e do Vinho de Carcavelos.
Regresso da vinha e do vinho a Carcavelos
As adegas da Quinta do Barão irão acolher o futuro Museu Municipal da Vinha e do Vinho de Carcavelos, espaço especialmente direccionado para a etnologia e etnografia, que dará a conhecer o território da Região Demarcada, a produção vinícola e as memórias do lugar.
A Quinta do Barão, imóvel classificado como de Interesse Público em 2002, constitui um exemplo da arquitectura civil residencial da primeira metade do século XVIII. Inicialmente pertenceu a Jacinto Isidoro de Sousa, tendo passado, em 1794, para o Barão de Moçâmedes, facto que motivou a designação popular de Quinta do Barão.
O grande desenvolvimento da Quinta deu-se com o plantação da vinha, que se manteve em actividade até à década de 80 do século XX, constituindo um dos mais importantes centros produtores da região demarcada de Carcavelos. O grande surto urbanístico em volta da Quinta e em grande parte do seu território levaram ao abandono da prática agrícola.
Para além da musealização das adegas, o Plano de Pormenor previsto para o local contempla ainda a reconversão do antigo palacete num hotel de charme, a criação de um parque urbano, ajustamentos às vias que atravessam e circundam a quinta, bem como uma ciclovia.
Ao musealizar as adegas da Quinta do Barão a Câmara Municipal de Cascais deseja apoiar a retoma da produção do Vinho de Carcavelos no Vale de Caparide, proporcionando um espaço de lazer e convívio em torno das memórias de Carcavelos e da sua marca vinícola.
A colecção do museu terá como base o acervo da riquíssima colecção adquirida pelo Município a José Maria Almarjão (1920-2009) que durante décadas reuniu um notável conjunto de documentos e objectos relacionados com esta temática. O projecto ficou a cargo do arquitecto Flávio Barbini. Antecipando a inauguração do museu, o Departamento de Cultura realizou já duas exposições que procuram revelar aos munícipes um pouco do que poderão vir a encontrar nesta nova unidade museológica.