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História

Situado a ocidente do estuário do Tejo, entre a serra de Sintra e o oceano Atlântico, o território ocupado pelo Concelho de Cascais é limitado a norte pelo concelho de Sintra, a sul e a ocidente pelo oceano e a oriente pelo concelho de Oeiras.

1870 - Cascais torna-se praia da corte
Em 1870, Cascais assiste a uma viragem decisiva na sua história, quando o rei D. Luís escolheu a vila como sua “estância de banhos”, adaptando os aposentos do Governador da Cidadela a Paço Real. Esta decisão, estando diretamente ligada à melhoria das vias de comunicação, relacionou-se também com a localização privilegiada da vila em relação a Lisboa e a Sintra, para além, claro, da sua beleza natural. Ao eleger Cascais para local de férias, D. Luís arrastou consigo a corte e alta burguesia. Entre setembro e novembro os hábitos alteravam-se com a chegada dos veraneantes que conduziram à intensificação da vida social: dos banhos de mar às soirées e bailes no palácio real. Para receber tão ilustres visitantes, a vila viu surgir chalets, hotéis, restaurantes e locais de lazer, como o Casino da Praia.

O surto vilegiaturista imprimiu um rápido desenvolvimento a toda a orla costeira concelhia, coadjuvado pela inauguração do primeiro troço de caminho-de-ferro entre Cascais e Pedrouços, em 30 de setembro de 1889. É este o período do florescimento dos Estoris. Primeiramente o Monte Estoril, sob o impulso de uma poderosa companhia; depois São João do Estoril, onde triunfou um individualismo secundado pela fama dos Banhos da Poça. Despontou, ainda, a nova Parede, projetada por Nunes da Mata. Carcavelos manteve-se como um terreno privilegiado para a vinha. O crescimento da localidade deveu-se também à fixação da colónia britânica que, desde 1872, explorava o cabo submarino a partir da Quinta Nova de Santo António, depois dos Ingleses.

Sob a visão de Fausto de Figueiredo e do seu sócio, Augusto Carreira de Sousa, surgiu, em 1913, o projeto do Estoril enquanto centro vilegiaturista de ambições internacionais. O início da Primeira Guerra Mundial implicará atrasos consideráveis na sua concretização, pelo que só em 16 de janeiro de 1916 se procedeu à colocação da primeira pedra para  a construção do casino. Seguiu-se um período de intensa construção nas zonas conquistadas ao pinhal, às terras de lavoura e às pedreiras, facilitada, desde 1940, pelo fácil acesso rodoviário proporcionado pela estrada marginal, junto ao mar.

A opção pela neutralidade na Segunda Guerra Mundial e a proximidade em relação a Espanha, que vivia em plena Guerra Civil, tornou Portugal um território seguro para milhares de refugiados e exilados. Entre eles contaram-se pessoas ilustres como o conde de D. Juan de Battenberg e Bourbon (pai do Rei D. Juan Carlos), o Rei Humberto II de Itália, Carol II da Roménia, os arquiduques da Áustria e Hungria, a família real dinamarquesa, a Grã-Duquesa Charlotte do Luxemburgo, entre outros. Pela costa do Estoril passaram também personalidades de diversas áreas, como os escritores Maurice Maeterlinc e Ian Fleming, o economista John Keynes ou o realizador Orson Welles, como comprova um conjunto de boletins de alojamento de estrangeiros da época, depositados no Arquivo Histórico Municipal de Cascais.

O concelho assumiu-se, então, como centro turístico de primeira ordem, recebendo durante e depois da Segunda Guerra Mundial um elevadíssimo número de refugiados e exilados, de entre os quais se destacar os Condes de Barcelona, o Rei Humberto II de Itália, Carol II da Roménia e inúmeras figuras do panorama desportivo e cultural.

Ainda hoje Cascais continua a manter esta vocação de espaço de acolhimento, norteando a sua atividade turística e cultural pelos critérios de qualidade exigidos pelos seus frequentadores.

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