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Casa das Histórias e Desenhos - Paula Rego |
O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António d’Orey Capucho, e a pintora Paula Rego formalizam, hoje, dia 17 de Agosto, a assinatura do Contrato de Doação e Comodato das obras que integram o espólio da futura “Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego”. A “Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego” que irá receber uma parte das obras desta prestigiada pintora portuguesa, bem como alguns trabalhos do seu marido, Victor Willing, artista e crítico de arte, falecido em 1988. Com projecto do arquitecto Eduardo Souto de Moura, por sugestão da própria artista, o edifício será erigido perto do Centro Histórico da Vila, no perímetro da Parada, em frente ao Parque Marechal Carmona. É convicção da Câmara Municipal de Cascais que com este equipamento, o Município ganha um lugar de referência na rota das grandes exposições internacionais e uma posição cimeira e determinante para criar novas correntes de interesse turístico para o concelho e para o país. O novo museu constituir-se-á como mais um pólo agregador de cultura, fruto de uma relação de proximidade com outros locais e equipamentos de interesse turístico, cultural e de lazer como sejam o Centro Cultural de Cascais, o Museu Condes de Castro Guimarães, a Casa de Santa Maria, a Cidadela, o Forte e Farol de Santa Marta e a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz; e, num futuro próximo, passará a integrar o Museu Municipal de Arqueologia e a Casa Sommer (Centro de História Local / Arquivo Histórico Municipal). Este conjunto de equipamentos museológicos, naturalmente com a “Casa das Histórias e Desenhos Paula Rego” em papel de grande destaque, favorecerá a atracção de uma renovada corrente de um público crescentemente interessado no Turismo Cultural que Cascais lhe proporciona, e que deverá assumir-se como elemento gerador de uma imagem e de uma identidade reforçadas da Vila. Casa das Histórias e Desenhos Paula RegoEm termos programáticos, a “Casa das Histórias e Desenhos”, contará com cerca de 750 m2 de áreas de exposição permanente e temporária, bar, livraria e um auditório para 200 lugares, para além dos diversos serviços de apoio, como gabinetes de trabalhos, oficinas, depósito e diversas áreas técnicas. A construção terá uma implantação muito cuidada, conseguindo através de uma fragmentação volumétrica, tanto em planimetria como em altura, manter as árvores de maior relevância existente no terreno. Subjacente ao projecto está a ideia de conceber a arquitectura como uma inserção de elementos geométricos na paisagem e tratar o terreno como mais um dos parâmetros que intervêm na construção. O projecto introduz naturalmente valores de contemporaneidade arquitectónica, dando resposta às exigências de funcionalidade museográfica e para a recepção de visitantes, assumindo a presença dos novos valores de uma arquitectura qualificada como um meio de aproximação entre o edifício e o público. O projecto regula e disciplina os fluxos de visita, através da definição de um circuito que se inicia desde a recepção e percorre todas as áreas expositivas, introduzindo-lhe, controladamente, valências de utilização pública, como a loja, a cafetaria e o auditório. O projecto de museografia da colecção da pintora, que contempla nesta fase a organização e a definição temáticas das obras, está a ser desenvolvido, em colaboração com a Dr.ª Mary Margaret Porter de Sousa, Socióloga, diplomada em “Arts Management”, e com experiência museológica, e com técnicos de Museologia e História da Arte pertencentes ao Departamento da Cultura da Câmara Municipal de Cascais. |
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