Está aqui

LandArt Cascais

Data

2014-05-16 17:00:00 - 2014-08-31 00:00:00

Local

Casa de Santa Maria e Quinta do Pisão
A exposição LandArt Cascais decorre anualmente e exibe obras de artistas convidados, concebidas especialmente com o objetivo de estarem enquadradas na paisagem da Quinta do Pisão - Parque de Natureza, sendo esta uma forma de incentivar o público a conhecer este espaço natural.

Edição 2014


16 de maio a 6 de julho - Quinta do Pisão
1 de julho a 31 de agosto - Casa de Santa Maria: Exposição das aguarelas desenvolvidas nos workshops de 2013
A instalação “Um, dois e muitos”, da autoria de Marta Wengorovius, permanecerá na Quinta do Pisão até dia 30 de setembro. As inscrições para poder passar um dia na cabana de leitura continuam abertas através do email da artista: wengoroviusmarta@yahoo.com


António Bolota, João Ferro Martins e Marta Wengorovius são os artistas convidados da edição 2014, também marcada pela realização de workshops de pintura de paisagem e fotografia lomográfica, concertos de jazz, visitas guiadas às obras com os artistas e passeios na Quinta em noite de lua cheia.

Trazendo para o espaço natural do Pisão a intervenção artística "API – Culture", a obra de João Ferro Martins consiste num cubo de cor garrida, rodeado de figuras estáticas que parecem esperar que algo aconteça. A utilização do acrónimo "API" remete não apenas para a apicultura e a disseminação da espécie, mas também para outras situações onde o acrónimo é usado, como produtos farmacêuticos, pesticidas ou padrões estabelecidos por software. "Num ambiente de ficção teatral, cenográfico e tendo como enquadramento todos estes fatores, adivinha-se uma espécie de apocalipse, causado por todos os tipos de males: a catástrofe natural, a pandemia, a implosão dos sistemas sociais e económicos, o caos de Babel, a invasão alienígena", explica o artista na memória descritiva da obra.


Marta Wengorovius propõe aos visitantes da LandArt desfrutarem de uma cabana com uma biblioteca de 60 livros, "escolhidos como uma bússola de reflexão sobre o tema UM DOIS E MUITOS", refere a descrição da obra. "A cabana é para ser utilizada por uma pessoa de cada vez. A sua colocação em jardins ou, neste caso, na Quinta do Pisão permite um isolamento que possibilita a vivência da obra como espaço para a reinvenção de si".


Já António Bolota apresenta uma intervenção artística que remete os visitantes para uma casa senhorial que poderia ter existido, em tempos, neste espaço natural. A ideia é que a peça, construída em madeira de pinho serrado e tratado com óleo queimado, se desintegre com o passar do tempo, evocando "uma presença pela ausência", explica a memória descritiva da peça. 


Esta é a sexta edição da LandArt, promovida pela Câmara Municipal de Cascais e Fundação D. Luís I com o objetivo de fomentar o gosto pela arte na sua forma mais pura e em pleno espaço natural. A Quinta do Pisão é o palco privilegiado do evento, reunindo manifestações artísticas que proporcionam aos visitantes experiências únicas de fruição da paisagem e da cultura.


Programa



  • Inauguração: Visita guiada às obras com os artistas | 16 maio, 18h30

  • Concertos "Jazz na Quinta": 16h
    17 Maio:  João Firmino/Joana Espadinha 
    Susana Travassos é portuguesa mas a sua carreira tem levantado vôo no Brasil, onde tem estabelecido parcerias duradouras com jovens talentos e artistas consagrados como Chico César e Zeca Baleiro. Afonso Pais é um dos grandes do jazz português, tendo estabelecido uma discografia sólida desde “Terranova” (2004) até “Terra Concreta” (2013).
    Susana e Afonso têm em comum a predilecção pelo Jazz e pela MPB, sendo capazes de percorrer o cancioneiro destas duas tradições musicais riquíssimas.
    18 Maio: Susana Travassos com a participação de Múcio Sá
    Dois jovens músicos com um percurso musical que começa no Jazz  mas que rapidamente se estende para outros domínios musicais. João Firmino tem dois discos que contribuíram para a sua afirmação no meio jazzístico “A Bolha” (2011) e “Casa da Árvores (2013). Joana Espadinha acaba de lançar o seu disco de estreia, intitulado “Avesso”.
    25 Maio: António Quintino/André Fernandes
    Este duo formado por dois instrumentistas que têm vindo a deixar a sua marca numa pluralidade de contextos. André Fernandes, por exemplo, liderou grupos absolutamente fundamentais dos últimos anos: “Motor”, formação em que figurava Bernardo Sassetti (agora substituído por Óscar Graça) ou “Cubo” com Mário Laginha, Nelson Cascais e Alex Frazão. António Quintino é um dos contrabaixistas mais talentosos da nova geração. Ao lado de José Peixoto, gravou dois excelentes discos para a JACC Records.
    8 Junho:  Ricardo Freitas/Maria do Mar/Marcelo dos Reis  
    Trio de música improvisada de fronteiras elásticas. Incorporando diferentes percursos e
    experiências, tem como base a procura de um caminho que lhe seja próprio.
    22 Junho: António Silva/Ângela Maria 
    Cumplicidade! Conheceram-se na escola de música, em Coimbra. Anos mais tarde rumaram para a ESML, em Lisboa, para o Curso de Jazz. Apesar do gosto pela música improvisada percorrem reportórios de universos distintos (música popular brasileira, jazz, rock) tentando dar-lhes um cunho pessoal e jazzístico. Apresentam igualmente composições originais. 
    6 Julho: Cícero Lee 4teto
    “Ventos” é o título do álbum de estreia do baixista e contrabaixista Cícero Lee. Com influências tão distintas como o Rock e a World Music.

  • Workshop Pintura de Paisagem I | 24 maio, 10h00 e 14h00  Inscrição  Informações

  • Workshop Pintura de Paisagem II | 7 junho, 14h00  Inscrição  Informações

  • Workshop Pintura de Paisagem III | 21 junho, 14h00  Inscrição Informações

  • Workshop Pintura de Paisagem IV | 5 julho, 14h00  Inscrição  Informações

  • Visitas guiadas às obras com os artistas | 7 junho | 10h00  Inscrição

  • Passeio na Quinta do Pisão em noite de lua cheia, com visita guiada às obras | 14 junho | 22h00  Esgotado

  • Lomo LandArt, Workshop de lomografia | 5 julho | 10h00  Inscrição  Informações

Entre 1 de julho e 31 de agosto a Casa de Santa Maria recebe a exposição das aguarelas criadas durante os workshops da edição 2013 do LandArt.


Folheto informativo


Nota: Todas as atividades são gratuitas, à exceção dos workshops de pintura de paisagem, cujo valor é de 8€ por sessão, ou 25€ pelo conjunto das quatro sessões, e de fotografia lomográfica, que tem um valor de 15€.  Inscrições


Sobre o movimento LandArt
A LandArt foi um movimento que surgiu durante a década de 60 e que resultou do reencontro artístico do Homem com a natureza, como resposta ao contexto socioeconómico vivido nos E.U.A. Desse reencontro surgiram obras impossíveis de confinar numa galeria ou num museu, efémeras e construídas essencialmente com materiais provenientes da paisagem onde se inseriam. Longe de um espírito revivalista, a exposição LandArt Cascais pretende promover uma ligação íntima entre a paisagem, o Homem e a obra. Simboliza a aliança entre a fruição do ambiente natural e a descoberta de novos temas culturais, que impulsionam a criação de espaços de interação e conhecimento, sustentando a memória coletiva da população na sua dimensão histórica, cultural, ambiental e artística.


HISTÓRICO


Edição 2013
A edição 2013 contou com a participação de um conjunto de reconhecidos artistas plásticos do panorama nacional: André Banha, José Pedro Croft, Orlando Franco e Miguel Ângelo Rocha. À semelhança das edições anteriores, foram também dinamizados workshops, visitas guiadas e sessões de jazz, proporcionando experiências únicas de fruição do lugar. Na Casa da Cal foram expostas as lomografias registadas na Quinta do Pisão pelos participantes do workshop e concurso lomográfico desenvolvidas na edição 2012.
Catálogo da exposição 2013
Galeria de Imagens
Programa Landart 2013
Obras e artistas


Organização:
   


Edição 2012
Realizou-se entre 14 de abril e 1 de julho e, para além da exposição, o evento incluiu visitas guiadas às obras, oficinas de arte, concertos de jazz ao ar livre e conversas com os autores das intervenções artísticas.
As esculturas de Rablaci, Eduardo Malé, Ricardo Lalanda, Ana Vieira e Catarina Câmara Pereira estiveram em exibição na Quinta do Pisão. No Centro Cultural de Cascais estiveram patente as exposições de Luís Filipe Jacinto Valente e Susana Tereso.
As oficinas de LandArt foram dirigidas por André Banha e Dalila Gonçalves, conceituados artistas portugueses, licenciados em Artes Plásticas e autores de obras de renome, como 'Kneaded Memory' (Dalila Gonçalves).
Os espetáculos temáticos de jazz, que decorreram na Quinta do Pisão, foram promovidos pelo JACC – Jazz ao Centro Clube. Conceituados artistas do género musical, como Maria João, João Farinha e Jeb Bishop, foram alguns dos participantes nos finais de tarde animados com música.
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Edição 2011
Decorreu entre 5 de março e 30 de abril. Os artistas convidados, Fernanda Fragateiro e Samuel Rama, propuseram criar obras que se apropriassem da organicidade do lugar, utilizando-a para despertar sentidos e sensações nos visitantes.
A exposição foi acompanhada por uma série de atividades paralelas, como visitas guiadas com os artistas, espetáculos teatrais, tardes de jazz e oficinas de artes para as crianças.
A LandArt esteve também presente no Centro Cultural de Cascais, onde estiveram expostas algumas obras de Robert Smithson (cedidas pelo Institut Valencià d'Art Modern), nomeadamente as peças Pierced Spiral (1973), Spiral Hill (1971) e o vídeo Spiral Jetty (1970).
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Edição 2010
No seu segundo ano de edição, a LandArt Cascais realizou-se entre 22 de maio e 11 de julho de 2010, e contou com um leque diversificado de artistas convidados: Cristina Ataíde, Joaquim Pombal e Marisa Alves, João Castro Silva, Manuela Pacheco, Meireles de Pinho, Paulo Neves e Susana Anágua.
A inauguração teve o seu momento áureo quando os visitantes puderam assistir à cozedura, in situ, de uma árvore de barro com cerca de cinco metros.
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Edição 2009
A primeira edição da LandArt Cascais realizou-se entre 7 de março e 30 de abril de 2009, no Parque Marechal Carmona e na Eco-cabana. Contou com a participação de três artistas convidados: Susana Neves, Alberto Carneiro e Hamish Fulton.
Os artistas portugueses desenvolveram obras especialmente para esta mostra: Susana Neves apresentou uma exposição de fotografia, e Alberto Carneiro várias instalações artísticas. Já Hamish Fluton, o "artista caminhante", apresentou o seu livro “Via de la plata”, que retrata, através de registo fotográfico, a travessia da Extremadura.
Esta primeira edição, que decorreu em ambiente urbano, veio confirmar a potencialidade de um projeto desta natureza, onde o público pode desfrutar do ambiente natural do concelho à medida que contempla e descobre os objetos artísticos expostos. Este tipo de iniciativas confere um cariz dinâmico aos espaços públicos urbanos e peri-urbanos, onde o visitante parte à espera de ser surpreendido, tornando-se curioso, crítico e participativo.
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Organização:                                      
            



 

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